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Urologia

O que o urologista pode anunciar: vasectomia, disfunção erétil e o CFM

Blazer escuro com laço azul-claro na lapela, pendurado num cabideiro no corredor de um consultório
Resposta rápida

Desde 11 de março de 2024, a Resolução CFM nº 2.336/2023 permite ao urologista divulgar valores de consulta, formas de pagamento e descontos promocionais, e veda prometer ou insinuar resultado e usar informação que cause medo, mesmo sobre fatos conhecidos como o câncer de próstata.

Boa parte do que se repete sobre publicidade médica está desatualizada. A norma em vigor é a Resolução CFM nº 2.336/2023, publicada em 13 de setembro de 2023 e válida desde 11 de março de 2024, quando revogou a Resolução CFM nº 1.974/2011. Quem ainda cita a de 2011 está citando norma revogada.

Este é o guia de referência do blog para o urologista que quer saber o que pode dizer no site, no Instagram, no anúncio do Google e na ficha do consultório. Ele reúne o que a resolução permite, o que ela veda e onde a urologia costuma tropeçar — e, para cada vedação, um exemplo do que escrever no lugar. Conhecer a regra é o que permite fazer marketing para urologia sem medo de publicar; os demais guias de marketing para urologista tratam de cada canal.

O que passou a ser permitido

O artigo 9º lista o que o médico pode fazer. Os incisos que mais mudam a rotina de um consultório de urologia:

  • Inciso VI — informar valores de consultas, meios e formas de pagamento.
  • Inciso VII — informar que o valor de procedimentos particulares poderá ser acordado entre as partes antes do atendimento.
  • Inciso VIII — anunciar abatimentos e descontos em campanhas promocionais. A ressalva é não vincular a promoção a venda casada, premiação ou qualquer coisa que desvirtue o objetivo final da medicina.
  • Inciso XVI — revelar resultados comprováveis de tratamentos e procedimentos, desde que não identifique pacientes.
  • Inciso I — usar fotografia ou vídeo do próprio ambiente de trabalho, da própria imagem e da equipe.

Vale registrar o tamanho disso: preço na página do site, campanha com desconto e vídeo gravado no consultório são todos permitidos hoje, e muito consultório de urologia ainda evita os três.

Na prática, no consultório de urologia

O que a resolução permiteComo isso aparece no consultório
Valor da consulta e formas de pagamento (inciso VI)O valor na página de contato do site e na primeira resposta do WhatsApp, junto com o que a consulta inclui. O roteiro dessa resposta está em como conseguir mais pacientes particulares na urologia.
Valor de procedimento acordado antes (inciso VII)Na página de vasectomia, a frase que explica que o valor do procedimento é combinado na consulta, antes do agendamento.
Desconto em campanha promocional (inciso VIII)Uma condição especial de consulta num período definido, sem venda casada nem premiação atrelada.
Resultados comprováveis sem identificar pacientes (inciso XVI)Um resultado que você consegue comprovar, contado sem nome, rosto ou detalhe que permita reconhecer o paciente — e sem virar promessa para o próximo.
Foto e vídeo do ambiente, da própria imagem e da equipe (inciso I)Vídeo curto no consultório explicando como é a consulta; fotos da recepção, da sala de espera e da equipe no site e na ficha do Google Meu Negócio.

O que continua vedado, e é onde a urologia tropeça

O artigo 11 é a lista de proibições. Três entram direto na rotina da especialidade.

Prometer, garantir ou insinuar resultado

O inciso XII veda garantir, prometer ou insinuar bons resultados do tratamento. O verbo que pega é o terceiro. "Recupere sua vida sexual" não garante nada de forma explícita — e insinua. O mesmo vale para reversão de vasectomia anunciada com índice de sucesso fora do contexto que a literatura exige.

A saída é trocar o resultado prometido pela informação sobre o cuidado. O paciente de urologia, que muitas vezes chega inseguro, confia mais em quem explica do que em quem promete:

Em vez deEscreva
"Recupere sua vida sexual""Disfunção erétil tem avaliação e acompanhamento. Veja como é a consulta."
"Nunca mais tenha pedra no rim""Cálculo renal de repetição: por que volta e como é o acompanhamento."
"Vasectomia sem riscos""Vasectomia: como é a consulta de avaliação, o procedimento e a recuperação."
"Resultado garantido na reversão""Reversão de vasectomia: o que é avaliado na consulta antes de indicar o procedimento."

Medo como argumento

Esta é a que derruba mais campanha em urologia, e quase sempre sem má intenção. O inciso XVI veda o sensacionalismo, e o §2º define o termo em seis alíneas. A alínea e é explícita: é sensacionalismo veicular em público informação que possa causar intranquilidade, insegurança, pânico ou medo de forma coletiva ou individual, mesmo que para fatos conhecidos.

"Mesmo que para fatos conhecidos" é a parte que importa. O câncer de próstata é fato conhecido e a estatística é real — e ainda assim a peça que usa o medo da doença como gatilho cai na vedação. É por isso que tanta campanha de Novembro Azul precisa ser refeita: a informação está certa, o enquadramento é que não passa.

A saída não é abandonar a campanha. É trocar o eixo: em vez do que acontece com quem não se examina, o que o exame é, quanto tempo leva e como marcar. A mesma consulta, sem o gatilho vedado.

Anunciar o que não é da sua especialidade

O inciso I veda divulgar, quando não especialista, que trata de sistemas orgânicos, órgãos ou doenças específicas, por induzir confusão com a divulgação de especialidade. Para o urologista com RQE, essa regra trabalha a favor: quem não é urologista não pode se anunciar como quem trata do trato urinário.

Novembro Azul sem medo: como montar a campanha

Novembro é o mês em que o assunto próstata aparece sozinho na conversa, e a chance de o consultório de urologia ser lembrado é maior. A campanha funciona quando convida, e não quando assusta. Um roteiro de quatro peças, todas no mesmo tom:

  1. O que é a consulta de urologia. Quanto tempo dura, o que é conversado, que nenhum exame é feito sem explicação. Tira o motivo mais comum de adiamento: não saber o que vai acontecer.
  2. Quando conversar com o urologista. Informação sóbria sobre avaliação e acompanhamento, sem estatística usada como ameaça.
  3. Para quem convive. Uma peça para a esposa, o filho ou a filha: como sugerir a consulta sem transformar o assunto em briga.
  4. Como marcar. WhatsApp, horários, endereço. O convite concreto, no fim do mês.

O dado pode aparecer como informação, desde que o enquadramento não seja o do medo. A pergunta a fazer antes de publicar é simples: esta peça faz a pessoa querer marcar, ou faz a pessoa querer não pensar no assunto?

Disfunção erétil: a regra do CFM e a do Google

Aqui as duas regras se somam. Pelo CFM, o atendimento pode ser anunciado — a consulta, a avaliação, o tratamento — e a vedação é a do inciso XII: nada que insinue resultado. O artigo 11 também veda participar de propaganda de medicamento induzindo à garantia de resultado (inciso IV).

O Google acrescenta a sua. A política de saúde e bem-estar sexual só aceita anúncio de medicamento para disfunção erétil no Canadá, nos Estados Unidos e na Nova Zelândia. No Brasil, portanto, o anúncio fala do atendimento, nunca do remédio. Vasectomia não aparece nessa política, e não tem restrição própria no Google. Como montar as campanhas da especialidade está em Google Ads para urologista.

Na prática, a página de saúde sexual do site e o anúncio falam da mesma coisa: a consulta. Que a disfunção erétil tem causas diferentes, que a avaliação investiga essas causas, que o acompanhamento é feito com calma e discrição — e como marcar. Sem nome de remédio e sem frase que insinue o resultado.

Vasectomia: o que a página do procedimento pode dizer

A vasectomia é o procedimento eletivo mais buscado da especialidade, e a página dele é a que mais trabalha. Com a resolução atual, ela pode:

  • informar o valor da consulta de avaliação e as formas de pagamento (artigo 9º, inciso VI);
  • dizer que o valor do procedimento é acordado entre médico e paciente antes do atendimento (inciso VII);
  • explicar como é a consulta, como é o procedimento e como é a recuperação, em linguagem clara;
  • mostrar o consultório, a equipe e o médico, em foto ou vídeo (inciso I).

O que ela não pode é garantir, prometer ou insinuar resultado — "sem risco", "sem dor" e "100% eficaz" ficam de fora (artigo 11, inciso XII). E, como qualquer peça, precisa trazer nome, CRM e RQE do médico (artigo 4º). O que mais a página precisa ter para converter está em criação de site para urologista.

O que toda peça precisa carregar

O artigo 4º é curto: a peça de publicidade deve conter nome, número de registro no CRM e o RQE. Para redes sociais, blogs e sites, o artigo 6º manda que essas informações estejam na página principal do perfil. Perfil de Instagram sem CRM e RQE na bio é irregularidade fácil de corrigir — e fácil de flagrar.

Um modelo de bio que resolve o artigo 6º em três linhas:

Nome Sobrenome · Médico urologista
CRM-UF 00000 · RQE 00000
Consultório em [cidade] · Agende pelo WhatsApp

O mesmo bloco vale para o rodapé do site e para a página "sobre o médico".

Imagens e depoimentos de pacientes

O artigo 14 permite o uso de imagem de pacientes com finalidade educativa. Em urologia a aplicação é menor que em especialidades visuais, mas as regras gerais valem: é vedado usar imagem que identifique o paciente (inciso II, alínea e) e vedada qualquer edição, manipulação ou melhoramento das imagens (alínea f).

Depoimento de paciente é permitido, com limite: a alínea g exige que autorretratos repostados e depoimentos sobre a atuação do médico sejam sóbrios, sem adjetivos que denotem superioridade ou induzam a promessa de resultado. Um depoimento dizendo "melhor urologista da cidade" não passa — e quem responde por ele não é o paciente.

A diferença, na prática:

  • Sóbrio: "Fui bem recebido, as explicações foram claras e a consulta começou no horário."
  • Não passa: "O melhor urologista da cidade, resolveu meu problema de vez."

O paciente pode ter gostado nos dois casos. O que muda é o que a frase faz o próximo leitor esperar.

Checklist de marketing para urologia antes de publicar

  • Nome, CRM e RQE na peça ou na página principal do perfil (artigos 4º e 6º).
  • Nenhuma promessa, garantia ou insinuação de resultado (artigo 11, inciso XII).
  • Nenhum enquadramento de medo, mesmo com dado verdadeiro (artigo 11, §2º, alínea e).
  • No anúncio do Google, a consulta e a avaliação de disfunção erétil podem entrar; o remédio, não.
  • Nenhuma imagem que identifique o paciente, e nenhuma imagem editada (artigo 14, inciso II, alíneas e e f).
  • Depoimento sóbrio, sem superlativo (alínea g).
  • Desconto só em campanha promocional, sem venda casada nem premiação (artigo 9º, inciso VIII).
  • Dúvida sobre uma peça específica? A Codame do seu CRM responde antes de publicar (artigos 15 e 16).

Em caso de dúvida, existe onde perguntar

Os artigos 15 e 16 preveem, em cada CRM, uma Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos — a Codame —, cuja primeira atribuição é responder a consultas sobre publicidade médica. Uma peça em dúvida pode ser submetida antes de ir ao ar, e isso custa bem menos que uma sindicância.

A mesma resolução, em outras especialidades

A norma é uma só, e o ponto em que ela aperta muda conforme a especialidade. Na cirurgia plástica, é a imagem: o antes e depois voltou a ser permitido em 2024, com uma condição que quase ninguém cumpre — o que a resolução permite no antes e depois. Na endocrinologia, é o medicamento: o que o endocrinologista pode publicar sobre remédio para emagrecer. E na psiquiatria, a vedação ao medo pesa mais do que em qualquer outra área: como divulgar o consultório de psiquiatria sem ferir a ética.

Quando a Tribo faz por você

Na Tribo, agência de marketing para urologista, o conteúdo do consultório é produzido pela equipe dentro dessas regras: sem promessa de resultado, sem "garantia", "melhor" ou "número 1", sem sensacionalismo. Quando o tema é sensível — Novembro Azul, saúde sexual, vasectomia —, a equipe orienta antes de produzir, e nenhuma peça vai ao ar sem a sua aprovação. Se o conselho da especialidade tiver exigência específica, ela entra no processo.

No Instagram, o trabalho começa por um briefing em que você lista as dez dúvidas que mais recebe dos pacientes — na urologia, muitas são as que o paciente só pergunta a sós —, segue com um plano mensal aprovado por você e só então vai para a produção, com texto, design e edição feitos pela equipe. As etapas estão em assessoria de Instagram para urologista e na página de Instagram para médicos. No Google, os anúncios da assessoria de Google Ads para urologista também passam pela sua aprovação antes de ir ao ar; no site, os textos da criação de site para urologista são escritos pela equipe e revisados por você. Para coordenar tudo com uma só estratégia, existe a assessoria de marketing para urologista, pelo Método Posicionamento Premium.

Texto conferido na íntegra da Resolução CFM nº 2.336/2023, publicada pelo Conselho Federal de Medicina. Este artigo não substitui a leitura da norma nem orientação jurídica; para uma peça específica, consulte a Codame do seu CRM.

Perguntas frequentes

Qual resolução do CFM trata de publicidade médica atualmente?

A Resolução CFM nº 2.336/2023, publicada em 13 de setembro de 2023 e em vigor desde 11 de março de 2024. Ela revogou a Resolução CFM nº 1.974/2011, que ainda é citada por muito conteúdo desatualizado.

O urologista pode divulgar o preço da consulta?

Pode. O artigo 9º, inciso VI, da Resolução CFM nº 2.336/2023 permite informar valores de consultas, meios e formas de pagamento. O inciso VII permite ainda informar que o valor de procedimentos particulares será acordado entre as partes antes do atendimento.

O urologista pode anunciar desconto?

Pode. O artigo 9º, inciso VIII, permite anunciar abatimentos e descontos em campanhas promocionais. A vedação é vincular a promoção a vendas casadas, premiações ou qualquer coisa que desvirtue o objetivo final da medicina.

Pode anunciar vasectomia?

Pode. A consulta e o procedimento podem ser divulgados, com o valor da consulta e a informação de que o valor do procedimento é acordado antes do atendimento. O que fica de fora é a promessa de resultado e o sensacionalismo, ambos vedados pelo artigo 11. No Google, a vasectomia não tem restrição própria.

Campanha de Novembro Azul pode usar estatística de câncer de próstata?

O dado em si não é o problema; o enquadramento é. O artigo 11, §2º, alínea e, define como sensacionalismo veicular informação que possa causar intranquilidade, insegurança, pânico ou medo, e diz expressamente "mesmo que para fatos conhecidos". A saída é deslocar o eixo da peça do risco da doença para o que o exame é, quanto tempo leva e como marcar.

O Google permite anunciar tratamento de disfunção erétil?

O atendimento, sim; o medicamento, não. A política de saúde e bem-estar sexual do Google só aceita anúncio de medicamento para disfunção erétil no Canadá, nos Estados Unidos e na Nova Zelândia. No Brasil, o anúncio pode falar da consulta e da avaliação, sem citar o remédio.

O que precisa constar no perfil de rede social do médico?

O artigo 4º exige nome, número de registro no CRM e o RQE nas peças de publicidade, e o artigo 6º determina que, em redes sociais, blogs e sites, essas informações constem na página principal do perfil.

Posso publicar depoimento de paciente?

Sim, com limite. O artigo 14, inciso II, alínea g, exige que autorretratos repostados e depoimentos sobre a atuação do médico sejam sóbrios, sem adjetivos que denotem superioridade ou induzam a promessa de resultado.

Onde tirar dúvida sobre uma peça específica?

Na Codame, a Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos que cada CRM mantém. Os artigos 15 e 16 da resolução preveem que ela responda a consultas sobre publicidade médica, e a peça pode ser submetida antes de ir ao ar.

Como uma agência de marketing para urologista trabalha dentro dessas regras?

Na Tribo, a equipe produz o conteúdo sem promessa de resultado, sem "melhor" ou "número 1" e sem sensacionalismo, orienta antes de produzir quando o tema é sensível e só publica depois da aprovação do médico. Se o conselho da especialidade tiver exigência específica, ela entra no processo.

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